Uso de aplicativos de e-commerce no Brasil cresce 35% impulsionado por usuários antigos

01. Uso de aplicativos de e-commerce no Brasil cresce 35% impulsionado por usuários antigos
De acordo com o relatório da Adjust, no primeiro semestre de 2026, as sessões em aplicativos de e-commerce no Brasil cresceram mais de 35% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto as novas instalações aumentaram apenas 5%. Isso indica que o crescimento é impulsionado principalmente pelo uso recorrente de usuários existentes, em vez de aquisição de novos clientes. Na América Latina, o crescimento das sessões foi de 25% no período, bem acima da média global de 0,3%. O relatório também aponta aumento no tempo médio de uso, o que sinaliza maior engajamento dos consumidores. Para os vendedores cross-border, esse cenário reforça a importância de estratégias de retenção, como notificações push, ofertas personalizadas e programas de fidelidade, além de otimização da experiência do usuário para estimular reutilização.
02. Temu e SHEIN lideram ranking de downloads na América Latina
O relatório da Adjust também revelou o ranking de downloads de aplicativos de e-commerce na América Latina no primeiro semestre de 2026. Temu e SHEIN ocupam as duas primeiras posições, seguidas pelo Mercado Livre em terceiro lugar. As plataformas brasileiras Magalu e OLX Brasil aparecem na oitava e décima colocações, respectivamente. O domínio dos apps chineses evidencia a alta competitividade do varejo digital na região, especialmente em categorias como moda, acessórios e utilidades domésticas. Para os sellers, isso significa que a disputa por visibilidade está cada vez mais acirrada, mas a presença de marketplaces locais no top 10 mostra que a preferência do consumidor ainda é fragmentada. Assim, há oportunidades para nichos específicos e para estratégias de diferenciação, como curadoria local, frete rápido e atendimento em português.
03. Brasil amplia prazo de suspensão tributária para exportadores afetados por tarifas dos EUA
O governo brasileiro, por meio da Medida Provisória nº 1.386 assinada pelo presidente Lula, estendeu em até 12 meses o prazo para empresas exportadoras cumprirem obrigações do regime de suspensão tributária, conhecido como drawback. A medida foi criada para ajudar companhias impactadas pelas novas tarifas americanas, dando mais tempo para manter as exportações para os EUA ou redirecionar a produção a novos mercados. O benefício contempla dois grupos principais: exportadores diretamente afetados pelas tarifas e fabricantes intermediários que fornecem peças e componentes para esses exportadores. Com isso, as empresas podem continuar adquirindo insumos importados sem pagar impostos, desde que concluam a exportação dentro do novo prazo. Para os vendedores cross-border, a prorrogação representa um alívio financeiro relevante, especialmente em setores com alta dependência de insumos importados.
04. Social commerce da Centauro pode faturar R$ 185 milhões em 2026
O social commerce da varejista esportiva Centauro tornou-se um canal de vendas independente. Até o segundo trimestre de 2026, o canal acumulava R$ 42 milhões em vendas, alta de mais de 50% em relação ao ano anterior, e a projeção para o ano é de crescimento superior a 50%, o que pode levar o faturamento a R$ 185 milhões. Atualmente, o social commerce responde por mais de 5% das vendas online da empresa. A Centauro utiliza uma plataforma tecnológica própria que conecta mais de 600 criadores de conteúdo esportivo, que recebem comissões de 8% a 12% sobre vendas geradas. A empresa monitora todo o funil, do conteúdo à compra, e integra comentários de vídeos às páginas de produto, criando uma experiência mais imersiva. Esse modelo mostra como a integração entre conteúdo e dados pode gerar receita relevante no varejo digital.